Incrível a capacidade que a gente tem de mudar o estado de espírito. Quer dizer, eu tenho. Na real, acompanhando a vida das minhas amigas, até arrisco a dizer "nós mulheres" temos essa capacidade.
Claro que por um lado é legal, pois a gente sai de situações desagradáveis com uma certa facilidade. Não ficamos remoendo coisas passadas. A não ser que nada de novo se apresente.
A raivinha comprova isso. A coisa nova se apresentando é o passo decisivo para a tal raivinha. Que pressupõe uma atitude. A raivinha devolve na hora. Executa na hora. Não espera esfriar.
É bem bom...
*Pp
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Raivinha
Este texto é simples, bem simples. Porque o raciocínio é.
Existem coisas que deixam uma mulher muito puta, várias aliás. Mas sem dúvida uma das que me deixa mais é quando os planos mudam e eles eram absolutamente esperados. Não, não é isso. É quando os planos mudam, eles eram esperados, e quem cancelou parece não dar a menor importância. Talvez seja uma percepção nossa do outro, mas quando percebo isso é duro, e dá aquela vontade de mandar tudo muito longe. Que é controlável, claro.
É engraçado como para os homens a história de desmarcar algo que está fechado há dias não parece fazer muita diferença. Eles às vezes simplesmente comentam no meio de um outro contexto, as vezes no Messenger falando de trabalho, colocando o cano que está dando dentro da conversa como se não houvesse o menor problema.
Como é possível alguém estar do outro lado do mundo e simplesmente comentar que será necessário duplicar o tempo da viagem porque vai sair da Alemanha e ter que trabalhar na África do Sul, ao invés de voltar. E aqueles planos? O jantar, a saudade, a vontade de conhecer melhor? Aquele vazio de quem só estava começando algo que dura cinco dias e agora terá uma distancia infinita de vinte?
Neste caso, não é tristeza, nem decepção, é aquela raivinha, de imaginar porque pra nós faz tanta diferença e pra eles é tão normal. Ou parece.
A raivinha vem da sensação de não ser tão importante pro outro quanto ele é pra gente. Seja porque ele desmarcou, não ligou, sumiu um tempo, não foi carinhoso em algum momento, não deu atenção quando estava na cara que precisávamos.
Deste sentimento muitas vezes vem a vingancinha. Aliás este post é inspirado num texto incrível que li sobre ela. Mas fato é que nos casos de decepção, a mulher é capaz de uma vingancinha bem pior do que a chatice do dia-a-dia. E ao contrario da primeira, a raivinha traz um tipo de atitude que não é a aquela chatice vingativa corriqueira, que é um peso inclusive pra quem está agindo dessa forma. Esta outra é bem bacana. Envolve, vinho, horas sem dormir e muita diversão. Duro mas real. E bom.
* Summer
Existem coisas que deixam uma mulher muito puta, várias aliás. Mas sem dúvida uma das que me deixa mais é quando os planos mudam e eles eram absolutamente esperados. Não, não é isso. É quando os planos mudam, eles eram esperados, e quem cancelou parece não dar a menor importância. Talvez seja uma percepção nossa do outro, mas quando percebo isso é duro, e dá aquela vontade de mandar tudo muito longe. Que é controlável, claro.
É engraçado como para os homens a história de desmarcar algo que está fechado há dias não parece fazer muita diferença. Eles às vezes simplesmente comentam no meio de um outro contexto, as vezes no Messenger falando de trabalho, colocando o cano que está dando dentro da conversa como se não houvesse o menor problema.
Como é possível alguém estar do outro lado do mundo e simplesmente comentar que será necessário duplicar o tempo da viagem porque vai sair da Alemanha e ter que trabalhar na África do Sul, ao invés de voltar. E aqueles planos? O jantar, a saudade, a vontade de conhecer melhor? Aquele vazio de quem só estava começando algo que dura cinco dias e agora terá uma distancia infinita de vinte?
Neste caso, não é tristeza, nem decepção, é aquela raivinha, de imaginar porque pra nós faz tanta diferença e pra eles é tão normal. Ou parece.
A raivinha vem da sensação de não ser tão importante pro outro quanto ele é pra gente. Seja porque ele desmarcou, não ligou, sumiu um tempo, não foi carinhoso em algum momento, não deu atenção quando estava na cara que precisávamos.
Deste sentimento muitas vezes vem a vingancinha. Aliás este post é inspirado num texto incrível que li sobre ela. Mas fato é que nos casos de decepção, a mulher é capaz de uma vingancinha bem pior do que a chatice do dia-a-dia. E ao contrario da primeira, a raivinha traz um tipo de atitude que não é a aquela chatice vingativa corriqueira, que é um peso inclusive pra quem está agindo dessa forma. Esta outra é bem bacana. Envolve, vinho, horas sem dormir e muita diversão. Duro mas real. E bom.
* Summer
domingo, 23 de novembro de 2008
Vale a pena
http://br.youtube.com/watch?v=V7H1pDDwLHo
janta
marcelo camelo
Composição: Marcelo Camelo
Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade
Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that i'm sad
I'll take a ride in melodies and bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together
Cause i can forget about myself, trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I let you stay with me if you surrender
Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
(I can forget about myself trying to be everybody else)
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
(I feel all right that we can go away)
Pode ser a eternidade má
(And please my Day)
Eu ando sempre pra sentir vontade.
(I'll let you stay with me if you surrender)
*Summer
janta
marcelo camelo
Composição: Marcelo Camelo
Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade
Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that i'm sad
I'll take a ride in melodies and bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together
Cause i can forget about myself, trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I let you stay with me if you surrender
Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
(I can forget about myself trying to be everybody else)
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
(I feel all right that we can go away)
Pode ser a eternidade má
(And please my Day)
Eu ando sempre pra sentir vontade.
(I'll let you stay with me if you surrender)
*Summer
Criando pessoas
Nas muitas vezes em que falei a respeito de sentir coisas por pessoas na terapia ou com amigos, e as outras tantas que li a respeito, me fazem realmente crer que existe mesmo a fase de idealizaçåo. É louco como conhecemos, nos encantamos, e nos apaixonamos muitas vezes por alguém que criamos em nossas cabeças. E quando nos damos conta de que nåo era nada daquilo e culpamos o outro por nåo ser quem achavamos que era, na verdade nåo estamos olhando pra nós mesmos e pras expectativas que colocamos nessa nova história. Existe realmente uma fase de idealizaçåo, que é casualmente a fase da paixåo. Quase nunca conhecemos o outro de fato para estarmos apaixonados ou nåo. Mas nos apaixonamos. E nos apaixonamos por alguém que foi criado a partir de um desenho que fazemos do que gostaríamos. Nåo seria ideal conhecermos a fundo alguém e só depois escolhermos nos envolver, nos apaixonar e nåo pirar em alguém que simplesmente nåo conhecemos?
Hoje pensei muito nisso enquanto morro de felicidade por muitas coisas, e sinto uma certa dose de alívio em relaçåo a várias outras. É bom termos a clareza de que uma pessoa nåo é necessariamente boa ou ruim porque nåo é como criamos nas nossa cabeça e no nosso coraçåo. É melhor ainda saber disso e ter a chance de experimentar esta mesma emoçåo de idelizar, mas com uma bagagem de quem sabe que no início tudo é sempre perfeito. E é melhor ainda poder tentar ter a chance de fazer tudo diferente, de um outro ponto de vista, sob um novo olhar.E nåo menos cheio de ilusoes e entrega, mas com um olhar que traz a vontade de dar um passo de cada vez, de deixar as coisas acontecerem no seu ciclo natural. Se funcionarem, perfeito, se nåo, ficamos com a sensaçåo de que podemos nos permitir tudo, porque ninguém se conhecia ainda.
* Summer
Hoje pensei muito nisso enquanto morro de felicidade por muitas coisas, e sinto uma certa dose de alívio em relaçåo a várias outras. É bom termos a clareza de que uma pessoa nåo é necessariamente boa ou ruim porque nåo é como criamos nas nossa cabeça e no nosso coraçåo. É melhor ainda saber disso e ter a chance de experimentar esta mesma emoçåo de idelizar, mas com uma bagagem de quem sabe que no início tudo é sempre perfeito. E é melhor ainda poder tentar ter a chance de fazer tudo diferente, de um outro ponto de vista, sob um novo olhar.E nåo menos cheio de ilusoes e entrega, mas com um olhar que traz a vontade de dar um passo de cada vez, de deixar as coisas acontecerem no seu ciclo natural. Se funcionarem, perfeito, se nåo, ficamos com a sensaçåo de que podemos nos permitir tudo, porque ninguém se conhecia ainda.
* Summer
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
AA
Este é um post de uma pessoa que chegou agora, mas que acha que suas grandes amigas merecem muito compartilhar os pensamentos e sensaçoes boas. Entao um beijo pra cada uma delas. Nao posso deixar de dizer: nada como um dia após o outro. E nada como a gente agradecer as coisas boas da vida, e olhar pra cada uma delas como presentes. Elas såo, e nós merecemos.
* Summer
* Summer
Elas
As escolhas
Falar nisso parece chover no molhado. Mas ao escrever sobre o que a gente vive, ao tocar nos assuntos que fazem parte do nosso dia a dia é praticamente impossível não falar nelas.
Primeiro porque somos obrigadas a fazer isso milhares de vezes por dia. E também porque fomos treinadas e encorajadas para tal.
Lembro de uma edição da TPM que tinha uma capa vermelha apenas com um post it escrito “fui”. A matéria principal era sobre a decisão sobra a separação dos casais. E a conclusão, óbvia, era que é na esmagadora maioria das vezes a mulher tem a iniciativa. Por que? Porque nós é que fomos treinadas para fazer todas as escolhas. Até a escolha de ser feliz, inclusive a escolha sobre a felicidade dos caras. Ok, não queria ir tão longe. Talvez esteja sendo um pouco radical…
Mas o fato é que por mais que a gente saiba disso, tenha certezas e provas de que a vida é assim, ainda esperamos pela decisão de outra pessoa, que não a nossa. Inacreditavelmente imaginando que “Ah, dessa vez vai ser diferente.”. Mas não, não vai.
Passei uns bons anos esperando a escolha de alguém. Achando que estava fazendo de tudo para que encorajar, para ser companheira, para dar apoio e ser compreensiva. Há pouco tempo notei que não adianta, já que a pessoa não é uma mulher. Ou seja, ele não vai fazer uma escolha. Por mais que eu prepare o terreno, isso não vai rolar. A escolha que eu fiz, então, foi escolher outras coisas. E, ao contrário do que eu imaginava, o sofrimento está sendo bem menor. Tenho total confiança de ter feito todo o possível, arriscado pra carambra, esperando muito por uma escolha. Até fui bem tolerante e calma. Características que, em geral, não fazem parte do meu jeito de conviver, de trabalhar, de lidar com a minha família. Mas com o cara, esse aí que não tem força para fazer a escolha, fui extremamente fofa, princesa, carinhosa e tranquila.
Agora, por que mesmo? Eu já sabia, desde sempre soube, que a escolha não seria nunca dele. Seria minha. Como a alçada da minha escolha não é suficiente para mudar a dele, simplesmente passei três anos pensando e idealizando algo que jamais aconteceria. Uma escolha. Pra nós parece tão simples. Escolher ser feliz é o mínimo que a gente se deve. Sem esquecer de que todas as nossas opções mexem com a vida de várias outras pessoas, claro. Mas em geral as escolhas que nos fazem felizes influenciam positivamente a corrente de outras criaturas que passam pela nossa vida. Acredito profundamente que a felicidade contagia. Que o alto astral traz frutos. Que o bom humor cura desentendimentos. Que a leveza é um passo importante para o sucesso.
Adoraria que todos os caras que passassem pela minha vida de agora em diante fossem caras que não precisassem fazer escolhas muito complexas. Acho que eles precisam desenvolver outras habilidades nesse sentido. Escolhas simples e que são muito boas prá nós, que já somos obrigadas a escolher tantas coisas sérias na vida. Se eles conseguirem fazer escolhas sobre a lista abaixo, acho que já estão no caminho para alcançar o topo da pirâmide, de acordo com a teoria da amiga que inspirou um dos primeiros posts desse blog-desabafo.
- Dirigir pelo melhor caminho para chegar a qualquer lugar SEM perguntar “que caminho vc acha que eu devo fazer?”
- o restaurante adequado e de preferência surpresa
- o estilo das férias (ok, pode deixar que o roteiro a gente faz)
- a hora de ir pra casa
- a hora de sair de casa
- a trilha pra cada momento
- a quantidade de velas
- a sua própria roupa
Deu, acho que conseguindo fazer essas escolhas já é praticamente um cara perfeito…
***Pp
Falar nisso parece chover no molhado. Mas ao escrever sobre o que a gente vive, ao tocar nos assuntos que fazem parte do nosso dia a dia é praticamente impossível não falar nelas.
Primeiro porque somos obrigadas a fazer isso milhares de vezes por dia. E também porque fomos treinadas e encorajadas para tal.
Lembro de uma edição da TPM que tinha uma capa vermelha apenas com um post it escrito “fui”. A matéria principal era sobre a decisão sobra a separação dos casais. E a conclusão, óbvia, era que é na esmagadora maioria das vezes a mulher tem a iniciativa. Por que? Porque nós é que fomos treinadas para fazer todas as escolhas. Até a escolha de ser feliz, inclusive a escolha sobre a felicidade dos caras. Ok, não queria ir tão longe. Talvez esteja sendo um pouco radical…
Mas o fato é que por mais que a gente saiba disso, tenha certezas e provas de que a vida é assim, ainda esperamos pela decisão de outra pessoa, que não a nossa. Inacreditavelmente imaginando que “Ah, dessa vez vai ser diferente.”. Mas não, não vai.
Passei uns bons anos esperando a escolha de alguém. Achando que estava fazendo de tudo para que encorajar, para ser companheira, para dar apoio e ser compreensiva. Há pouco tempo notei que não adianta, já que a pessoa não é uma mulher. Ou seja, ele não vai fazer uma escolha. Por mais que eu prepare o terreno, isso não vai rolar. A escolha que eu fiz, então, foi escolher outras coisas. E, ao contrário do que eu imaginava, o sofrimento está sendo bem menor. Tenho total confiança de ter feito todo o possível, arriscado pra carambra, esperando muito por uma escolha. Até fui bem tolerante e calma. Características que, em geral, não fazem parte do meu jeito de conviver, de trabalhar, de lidar com a minha família. Mas com o cara, esse aí que não tem força para fazer a escolha, fui extremamente fofa, princesa, carinhosa e tranquila.
Agora, por que mesmo? Eu já sabia, desde sempre soube, que a escolha não seria nunca dele. Seria minha. Como a alçada da minha escolha não é suficiente para mudar a dele, simplesmente passei três anos pensando e idealizando algo que jamais aconteceria. Uma escolha. Pra nós parece tão simples. Escolher ser feliz é o mínimo que a gente se deve. Sem esquecer de que todas as nossas opções mexem com a vida de várias outras pessoas, claro. Mas em geral as escolhas que nos fazem felizes influenciam positivamente a corrente de outras criaturas que passam pela nossa vida. Acredito profundamente que a felicidade contagia. Que o alto astral traz frutos. Que o bom humor cura desentendimentos. Que a leveza é um passo importante para o sucesso.
Adoraria que todos os caras que passassem pela minha vida de agora em diante fossem caras que não precisassem fazer escolhas muito complexas. Acho que eles precisam desenvolver outras habilidades nesse sentido. Escolhas simples e que são muito boas prá nós, que já somos obrigadas a escolher tantas coisas sérias na vida. Se eles conseguirem fazer escolhas sobre a lista abaixo, acho que já estão no caminho para alcançar o topo da pirâmide, de acordo com a teoria da amiga que inspirou um dos primeiros posts desse blog-desabafo.
- Dirigir pelo melhor caminho para chegar a qualquer lugar SEM perguntar “que caminho vc acha que eu devo fazer?”
- o restaurante adequado e de preferência surpresa
- o estilo das férias (ok, pode deixar que o roteiro a gente faz)
- a hora de ir pra casa
- a hora de sair de casa
- a trilha pra cada momento
- a quantidade de velas
- a sua própria roupa
Deu, acho que conseguindo fazer essas escolhas já é praticamente um cara perfeito…
***Pp
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Presente
Louco achar que é mais certo tomar decisões baseadas na razão. Muito bom que o critério um dia chega. Talvez isso seja o amadurecimento. Em compensação temos check-list, ou uma espécie de, e devemos atender a tudo o que chamamos de importante, na lista. Abrimos mão de coisas, pessoas e situações porque uma parte de nós acha que deve. Mas e a parte que quer vivê-las independente de qualquer coisa? É a parte burra? Ou é uma coisa que se chama coração?
A boa notícia é que nenhuma das pessoas que conheço achou que ganhar critério tenha sido um presente grego.
* Summer
A boa notícia é que nenhuma das pessoas que conheço achou que ganhar critério tenha sido um presente grego.
* Summer
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