quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

# A Felicidade, desesperadamente


2009 começou com viagens, com trabalho bom, com amigos, praia, sol, mar, frio, neve e mistura de coisas.
Não falta nada. Ou falta, sempre. Mas não deve faltar.
Li que o homem é fundamentalmente desejo de ser, e na medida em que Platão tem razão e somos platônicos, e na medida em que desejamos o que nos falta, nunca somos felizes. Porque desejo é falta e falta é sofrimento. E o que é ser feliz? Segundo este mesmo livro, ser feliz é ter o que se deseja. Mas e se o prazer é a morte do desejo, nunca somos felizes?
Claro que não, é claro que podemos ser felizes. Não acho aliás que podemos, acho que é nosso dever absoluto. Independente das viagens, do momento, da carência, ou da falta de um amor, ainda assim temos a obrigação de olhar para a nossa vida e ver toda a felicidade que temos nela.
É engraçado como tudo o que um tetraplégico desejaria é a liberdade e o poder de andar com as suas próprias pernas. Mas pra nós, poder andar não é fonte de felicidade.
Mas deveria ser. Assim como tudo mais que temos e como todos os outros presentes que a vida nos deu. Por que não olhamos para o que nos rodeia diariamente e nos sentimos felizes, agradecidos e até emocionados? Esse pode ser um exercício que muitas vezes vai doer, vai ser difícil. Mas nunca impossível.
Mas também temos o direito de sermos tristes, ou de nos sentirmos fracos, sem forças, com vontade de chorar. Na filosofia, a sabedoria é felicidade. O filósofo é aquele que ama a felicidade, mas que ama sobretudo a verdade.
É real. E também concordo que é muito melhor uma verdadeira tristeza a uma falsa alegria.
Quero que neste ano, tudo seja de verdade. Seja a felicidade ou a tristeza, mas desejo que cada um de nós consiga ler a vida, e tirar dessa leitura muita alegria e muitos sorrisos. Se algumas páginas trouxerem tristeza, precisamos muito lembrar que o importante é estarmos lendo, pensando, refletindo e principalmente aprendendo.
Mas precisamos sobretudo mentalizar que nossa obrigação individual e intransferível é sermos felizes, nem que seja um pouquinho a cada dia.

# A felicidade, desesperadamente é um livro de Comte-Sponville emprestado pela minha querida amiga Gi.

Primeiro post de 2009, um ano que será incrível e muito feliz pra todos nós.

* Summer

sábado, 3 de janeiro de 2009

Our wishes came true

E tudo o que a Summer nos desejou no post abaixo já começou a acontecer antes mesmo de chegar 2009. Carinhos, beijinhos, amassos...recebemos tudo isso e mais um pouco na passagem de ano. Tudo devidamente merecido já que algumas de nós passou por poucas e boas em 2008. Agora só nos resta desejar que essas borboletas no estômago que estamos sentindo agora se prolongue por todo o ano. 2009 não tem como dar errado :-)

Lumi

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

I wish us...

Massagem no pé. Cafuné. Abraço de urso. Beijos. Muitos beijos. Vento no rosto.
Ouvir música. Mergulhar. Banho de espuma. Banho de cachoeira. Banho de sol.
Água do mar. Água doce. Água na boca. Praia deserta. Praia animada. Pegar jacaré.
Cheiro de mato. Preguiça. Cama grande. Travesseiros. Barulho de chuva. Cheiro de chuva.
Soneca depois do almoço. Dormir mais um pouquinho. Acordar sorrindo sem motivo especial.
Café na cama. Caminhada ao ar livre. Rolar na areia. Sentir e matar saudades. Carinho.
Roupa nova. Amigos novos. Velhos amigos. Relembrar histórias. Papo furado. Passar horas lendo.
Brigadeiro de colher. Pipoca. Sorvete. Teatro. Cinema (mais pipoca). Preparar-se para uma festa.
Cremes. Espuma. Perfume. Sair pra jantar. Fazer compras. Passear. Conversar sem ter que impressionar.
Shows. Festas. Fofocar. Ataques de riso. Ataques de cosquinha. Dançar. Sessão de piadas. Deitar na rede.
Viajar. Tirar fotos. Sonhar. CDs. DVDs. Surpresas. Sorrisos. Flores. Presentes. Novidades boas.
Mensagens no celular. Ficar descalço na grama. Brincadeiras. Vinho. Champanhe. Brinde. Água gelada.
Água de coco. Cervejinha gelada em dia de calor. Boa companhia. Muito boa companhia.

Esse texto é bem bonitinho, mas vou complementar.

Nos desejo também...sexo, muito sexo, sexo bom e de preferência em quantidade. Alguém especial, mas que nos faça sentir especiais. Que olhe nos olhos e que mostre alguma fragilidade. Que seja generoso, e que se preocupe com o bem estar do outro. Ou nosso. Que nos traga paz, e alegria. A alegria do dia-a-dia. Mas aquelas proporcionadas por lindas jóias da Tiffanys também valem, hehehehe. Que nos traga leveza, e que nos ajude a seguirmos assim, felizes.
Trabalho bom. Trabalho com viagens legais. Trabalho que proporcione reconhecimento, dinheiro e muito muito prazer.
Trabalho que traga alegrias, e que traga orgulho.
Saúde para as nossas familias, pra nós, para todos que amamos. Bebês, convivência com crianças, convivência com amigas, a nossa convivência.
Que as amigas que estão longe estejam cada vez mais perto, e as que estão perto cada vez fiquem mais perto.
Que 2009 seja apenas o começo do resto das nossas vidas, contando umas com as outras, convivendo, morrendo de dar risada, dando apoio incondicional, nunca julgando. E mesmo com as mudanças de etapas que sempre vem, vamos lembrar que amizade é pra sempre e que não existe nada mais importante do que isso. Não importa quanto tempo a gente passe sem se ver ou sem se falar, o importante é saber que todas estamos lá sempre, umas pelas outras.

Brega, mas com amor.

* Summer

2009 - é nóis!



First of all with ourselves.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Terapia

Começa no consultório. Mas continua em doses. Tipo aqueles patches que vão soltando o remédio no corpo aos poucos.
Primeiro vem o soco no estômago. Ainda bem que o meu psiquiatra tem a manha de dar uma assoprada depois de bater. E ele bate com força. Ontem mesmo perguntou se eu queria ambulância para levar os meus pedaços embora. Sim, pq ele me detonou. Falou coisas foda de ouvir. Disse várias outras que eu já sabia, que eu já sei, mas que mesmo assim ouvir dói.

Aos pouquinhos o patch vai liberando doses de coragem para ir fazendo o que tem que ser feito.

Pena que eu não voltei para as sessões semanais há mais tempo. Teria mais dias para conseguir resolver todas as pendências das quais adoraria me livrar ainda em 2008 para começar o ano ímpar ze-ra-di-nha. Ainda tenho essa intenção, essa esperança. Vai que dá??? Vou tentar, me prometi.

O mais importante de tudo é ficar bem e leve comigo. O resto é consequência. Ou o inverso. Isso é que ainda estou tentando descobrir. Resolver "o resto" pode ser que me deixe de fato leve e de bem comigo.

Será que todos os dezembros me trasformam nesse monstro-papo-cabeça?

De novo falo sobre escolhas. E de novo cito o psiquiatra que sabiamente me convenceu que não é feio mudar de idéia. Ou seja, por mais que eu ache importante resolver as pendências que ele mesmo sugeriu, ainda tenho o alívio de poder mudar de idéia se quiser.

Nossa, agora sim. Nada como achar desculpas para si mesma.

Estou muito empolgada com 2009. Acho que anos ímpares são mais interessantes e produtivos que os pares. As coisas mais legais da minha vida aconteceram coincidentemente em anos ímpares. Pode, claaaaaro, ser mais uma viagem da minha cabecinha 220V. Mas preciso acreditar em algo para fazer a contagem regressiva dos dias que faltam e depois aquela outra, no dia 31 de dezembro. Tomara que pelo menos uma parte dos meus planos (que não são poucos e nem médios) se consolide em 2009. A vontade é muita. Mudança seria a palavra escolhida para o que eu quero que venha.

E que venha mesmo! Cheers!

*Pp ;-)

I wish...

Por mais durona que a gente seja, no final das contas, a gente sempre espera que alguma coisa aconteça.
E quando não acontece, rola aquele sentimentozinho de frustração, que até acaba passando, mas é chatinho e incomoda.
E daí a gente pensa: fui eu? foi a situação? foi ele?
Tendo a continuar pensando que as coisas são simples, a gente é que complica. Quem quer, faz. Quem quer, procura. Quem quer, fica. Se não rolou é porque não tava a fim.
O jeito é varrer "o que poderia ser" pra debaixo do tapete e ir pro próximo.
Um dia a gente chega lá :-)

Lumi

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Motivo australiano

Estávamos super cools indo num show do Nando Reis, tendo a certeza absoluta de que éramos as únicas.
Em pleno sábado a noite, óbvio, não conseguimos ingressos.
Fomos parar num desses lugares do Itaim que tem aquela fila bizarra de pessoas combinando sapato e cinto caramelo, e muitas mulheres mostrando cada um dos seus dotes, até mesmo os que não existem aparentemente. Nada como se despir dos preconceitos, entrar só porque é perto de casa, muito disposta a dar risadas e ouvir pop-rock (bem divertido, diga-se de passagem).
A história é, perdemos muito por preconceito. Perdemos de nos misturarmos com aquela famosa base da pirâmide e ver como as pessoas procuram os seus iguais. Parece arrogante, mas não é. Nós é que não éramos parte daquilo e conseguimos conhecer gente do Ipiranga, dar muitas gargalhadas e nos sentirmos protegidas da multidão de caçadores por lutadores de sumô.
Devíamos pelo menos a cada trimestre nos enfiarmos num desses lugares-roubada só pra dar ainda mais valor para o que temos, para os amigos que encontramos e para o nosso próprio universo paralelo. Mas também para valorizarmos os outros universos cheios de aeromocas e rapazes der gravata desamarrada (em pleno sábado? será que é estilo?) e vermos que todo mundo curte do mesmo jeito. E pior, todo mundo tem os mesmos objetivos.
Deli se sentiu ainda mais deli. Eu me senti ainda mais summer. E ninguém deixou de se divertir só porque aquela não era a sua turma. Mas o melhor é entrar no facebook e perceber que aquele mocinho super cool também postou fotos deste mesmo lugar, achando bacana. Erradas estamos nós que vivemos no nosso mundinho de publicitários-cineastas-descolados e perdemos várias chances de conhecer gente bacana só porque não faz trinta e cinco sobreposições de camisteas cinzas laranjas e roxas.
Valeu muito, mais uma experiência antropológica pra lembrar um dia e rir.

* Summer